quinta-feira, 2 de abril de 2009

02.04.09 (português & deutsch)

esta foto ao lado eu tirei na minha visita do ano passado. quando das muitas vezes em que ia ao caminho de areia visitar meu pai, subia as escadas silenciosamente para que não pecebessem a minha chegada. esta era sua vida, sentado na sala olhando para o chã e a secretária defronte no sofá a enfiar peido em cordão e a folhear umas revistas caras que ela pegava na casa de minha tia. e só. isso me deprimia muito. em saber que em se chegando a velhice nada mais além de nem mais vontades ter, saber-se preso nos limites geográficos de um apartamento, nos psicológicos de quem mais perto estiver e principalmente nos físicos, por não mais poder locomover-se só, na hora em que quiser, para onde quiser... muitos dos motivos porque eu nã quero envelhecer! meu pai quer, tem um medo horrível da morte, tem mais medo dela do que os desgastes da velhice. enfim, pelo menos agora passados tres dias da mudança a diferença da qualidade de vida dele mudou demasiadamente. quando chego de tarde para lhe visitar já nã o encontro atrás de grades com o rosto debruçado pro chã. encontro-o sim num jardim arejado, ele de rosto erguido e feliz.

dieses Foto habe ich letztes Jahr geschossen. es hat mir sehr mitgenommen jedes mal als mein Vater in seiner Wohnung besucht habe, ihn hinter Gitter zu sehen, das Gesicht zu Boden, der Fernseher lief laut und er wusste nicht mal was da lief. oft, wie in diesem Augenblick wo ich dieses Foto machte, lief ich ganz leise die Treppe hinauf, damit keiner merkt dass ich kam. jedes mal hatte die Szene mich deprimiert, nicht nur seinetwegen, aber auch die Gedanken über's das altern, die Grenzen die man ohne es zu wollen gestzt werden, es war wie das Gitter vor der Tür, gesperrt hinter dem Eisen des Alters, schwer, rostig. ich wollte nur weg laufen, genauso wie ich vor dem Altern weg laufen will. die Szenerie seitdem ich ihn umgezogen habe ist ganz anders, er sitzt Nachmittags in einem Garten, mit vielen anderen, alle sind fröhlich und glücklich, trotz all den Grenzen die man als Alt hat. zumindest hat er ein bisschen mehr Würde in seinen letzten Tagen. ich muss mich auch nicht deprimieren und fange endlich an ein Vater zu haben.

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